TEATRO (Casari): Drogas: O que mata?
Drogas são boas, as consequências é que não. A verdade não dita e o que de fato mata. Um teatro sem demagogia e hipocrisia!
"Tal teatro já havia sido apresentado em Santo Anastácio e Ribeirão dos Índios, agora partimos para Piquerobi e já fomos chamados para apresentá-lo em mais outra cidade da região. Nesse teatro, na escola Casari, contamos com um ótimo complemento vindo dum kit: A verdade sobre as Drogas. Factos que precisa de saber - Acções que pode tomar da Fundação Para um Mundo Sem Drogas: drugfreeworld.org. Este material veio do EUA diretamente para as mãos do amigo Estevam Rapchan que prontamente, por confiança, nos repassou" (enfatiza os membros da Família Pipa).
O teatro manteve a mesma formação, sendo narrado e contracenado pelos demais participantes sem falas individuais. A narração feita pelo membro Murilo Hernandes prende-se ao fato Dela ser a consciência de Maurício, aqui contracenado pelo membro Bruno Lozzi, o filho, que acaba, por descuido do pai José da Silva, apresentado pelo membro Jairo Rodrigues, não tê-lo dado, tão somente, carinho.
O teatro, além de interagir com os alunos contendo a participação de alunos da escola na própria peça, contou também com o membro Tavico Robson que representou a Morte de Maurício; Mary Ayala responsável pelo Bar que, mesmo sabendo que Maurício não era maior de idade vendeu várias vezes bebida alcoólica para ele; Nilson de Oliveira Alcantara que representou a figura do Traficante, além, também, dos demais membros que acima mencionados: Maurício, José da Silva e A Consciência.
O teatro foi inteiramente gratuito, tendo somente a escola arcado com o combustível para os integrantes se locomoverem: Nada a mais, tudo na certa medida. O teatro baseou-se, primeiramente, no convívio errado do pai com o filho, onde não havia harmonia. José da Silva demonstrava seus vícios com álcool e cigarro a Maurício. A mesma coisa acontecerá quando crianças verem adultos fumando maconha ou usando cocaína: A curiosidade é impregnável!
Maurício experimenta álcool e cigarro. Antes já ia em baladas, mas desta vez pediu bebida. Não poderia, legalmente ter comprado, mas a garçonete o vendeu mesmo assim... Aos poucos Maurício se solta. No decorrer dos dias, Maurício acaba conhecendo um traficante, que o apresenta ecstasy.
Aos poucos e por ser mais caro, Maurício acaba querendo algo com efeito semelhante e mais barato, é aí que experimenta cocaína. Passado uns dias, de ressaca, Maurício vai para a escola e acaba encontrando o mesmo traficante, na estrada. Maurício teve sua primeira experiência com maconha.
Confessamos que ele, de fato, não sabia que era maconha, achava ser cigarro: Seu pai nunca o ensinou sobre essas coisas... Maurício inclusive deixa de ir pra aula aquele dia. Outro final de semana, outra balada, e mais cocaína. Maurício, muito louco, chega em casa e seu pai o flagra.
Julga Maurício pelo cheio de álcool e pela trouxa de droga que estava no bolso e, sem pensar que a culpa poderia ser de si mesmo ou cai na real e conversa com seu filho, pelo menos no dia seguinte, manda-o embora! Maurício estava na rua, sem amigos, sem ninguém! O traficante o encontra e, a cara que antes era amigável, encontra-se agora rude e nervosa.
O traficante o cobra as dívidas, mas Maurício pergunta se não era de graça... O traficante então o "obriga" a furtar. Maurício furta um toca CD de um carro; quase foi pego, mas, como ainda está aparentemente sociável não chamou atenção da polícia. Entrega então para o traficante onde o mesmo acaba dando uma pedra de crack. Maurício teve sua primeira experiência com crack.
Poucos dias depois estava moribundo, maltrapilho, subnutrido, fedido, sujo, com machucados. É então onde a Morte chega para levá-lo embora... Arrasta-o até o escuro e lá discutem. Maurício se arrepende e quer o pai, mas a morte retruca dizendo que ele teve escolhas, que já era muito tarde, que não dava para voltar atrás: O que fez estava feito! Maurício então morre, e a peça se encerra.
No fechamento, Murilo Hernandes faz uma ótima menção ao perguntar para os alunos e professores: Drogas são ruins? Todos disseram que sim. Entretanto, Murilo afirma: Não! As drogas não são ruins, as drogas são boas... Muito boas! Por alguns segundos a platéia ficou perplexa, impressionada, confusa. Mas, ele fundamenta sua afirmação com brilhantismo: As drogas são boas sim, mas as CONSEQUÊNCIAS é que são devastadoras, ruins, prejudiciais.
Confessamos que ele, de fato, não sabia que era maconha, achava ser cigarro: Seu pai nunca o ensinou sobre essas coisas... Maurício inclusive deixa de ir pra aula aquele dia. Outro final de semana, outra balada, e mais cocaína. Maurício, muito louco, chega em casa e seu pai o flagra.
No fechamento, Murilo Hernandes faz uma ótima menção ao perguntar para os alunos e professores: Drogas são ruins? Todos disseram que sim. Entretanto, Murilo afirma: Não! As drogas não são ruins, as drogas são boas... Muito boas! Por alguns segundos a platéia ficou perplexa, impressionada, confusa. Mas, ele fundamenta sua afirmação com brilhantismo: As drogas são boas sim, mas as CONSEQUÊNCIAS é que são devastadoras, ruins, prejudiciais.
No Brasil temos a cultura de falar que as drogas são ruins, mas claro que não. Um laboratório não criaria uma droga para ser ruim, mas, claro, para ser prazerosa, boa, viciante! Bruno Lozzi também faz uma boa passagem ao dizer sobre a conversa de pais com filhos. Os pais tem costume de falar: "Filho, não use drogas, elas são ruins". Ora, imagine só, um pai dizendo isso e, por algum motivo, o filho experimenta. A sensação do uso será muito boa e a credibilidade do pai escoará por água. Agora, caso o pai diga que drogas são boas, mas as consequências que são horríveis, aí sim, o filho, mesmo experimentando, além de confiar muito mais nos pais, ficará com receio de realmente ser tudo verdade e terá grandes chances de não voltar a usar.
"Houveram alguns erros, como um problema no computador que atrasou um pouco os efeitos sonoros do final e o maior percentual de improvisos do que havíamos ensaiado. Contudo, esses erros foram ótimos! O humor é necessário, pois, todos nós aqui, já fomos jovens e ninguém por aqui gostava daquela seriedade e o blá blá blá de sempre que drogas são isso ou aquilo. Aqui ninguém é cientista e não nos importamos do que são feitas. O que precisamos é de educação, simples, pedagógica, popular. Nosso teatro foi criado baseado em depoimentos de amigos, além da complementação do material do amigo Estevam Rapchan. A sequência, da falta de educação e amor do pai ao acarretamento das demais consequências não foi invenção, mas relatos de quem, de fato, passou por isso! Muito obrigado à todos da escola: Alunos maravilhosos, Direção e funcionários competentíssimos, professores dos melhores e a nossa amiga Lana Roncolato de Ambrósio que nos convidou para apresentarmos a peça teatral. Muitíssimo obrigado à todos. Um beijo enorme" (agradeceram todos os membros da Família Pipa presentes no espetáculo).
"UNIDOS VENCEREMOS, DIVIDIDOS CAIREMOS!"
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